Data: 7 de dezembro de 2025
Veículo: A Cabra: Jornal Universitário de Coimbra
Iniciativa apresenta “mapas acessíveis e adaptáveis para população”, informa coordenador do programa. Projeto dinamiza atividades educativas para jovens das regiões afetadas. Por Sophia Brooman
No dia 5 de novembro no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, decorreu o evento de abertura do projeto “EJMapping | Cartografias do Conflitos de Justiça Ambiental em Portugal”. A proposta é mapear os conflitos de injustiça ambiental em Portugal, ao apresentar um “panorama geral das ocorrências pelo país, com uma visão aprofundada na região do Centro, Alentejo e Algarve”, destaca Gustavo García, investigador do CES e coordenador do projeto.
O coordenador expõe que “o país inteiro está a ser afetado por conflitos ambientais”. Explica que é necessário “visibilizar a discussão e gerar conhecimento sobre os impactos”. Assim, no dia de abertura do evento, Gustavo García informa que ouviu casos de todo o país sobre as variadas consequências dos conflitos ecológicos, como o impacto no bem-estar econômico e emocional das pessoas que dependem da agricultura em período de seca.
O projeto, que também conta com a participação de mais três acadêmicos, Eliane Rapchan, Joana Vaz Sousa e Jonas Van Vossole, é pioneiro em Portugal. Deste modo, Gustavo García sublinha a vontade de aprimorar o projeto e expandir as bases de dados dos conflitos, ao ouvir os testemunhos das pessoas que moram nas áreas afetadas. “É importante dar voz àqueles que são afetados por decisões que não os beneficiam”. O investigador expõe que a iniciativa não será só importante para os moradores dos territórios vulneráveis, mas também para todos os portugueses. “O bem-estar social, emocional e econômico de todos e todas estão a ser afetados”, destaca o académico.
Além do mapa ser de livre acesso à população, o coordenador planeia disponibilizarversões diferentes do projeto para o tornar mais acessível e adaptável a todos, ao “transformar o mapa em ‘comic’ ou mangá para a audiência jovem”, idealiza. Durante a iniciativa vão ocorrer outras ações de investigação e ativismo. O investigador explica que “o projeto vai ocupar os próximos dois anos, mas várias iniciativas vão acontecer, como oficinas para treinar jovens a tirar fotografias para o mapeamento, e uma escola de verão com universitários”.
Gustavo García reforça a importância dos jovens se envolverem em projetos de justiça climática em Coimbra, sendo “uma forma básica de se envolverem no processo”. O coordenador finaliza ao expor que o projeto busca impacto “mudar as mentes e os corações das pessoas, para assim contribuírem com ferramentas para uma maior justiça ambiental”.



